23/11/14

Nós três On Road

Nós três na estrada

A inexperiência e a inocência nos permitiram fazer uma viagem de 2.800 quilometros em moto, sem contar que uma semana antes já havíamos passado um final de semana acampando em Cinque Terre. Hoje, conhecendo a delicadeza de uma grávidez, eu diria que fomos totalmente inconsequentes, mas naquela época não tínhamos a menor idéia do risco. O bebê desde o início já é um aventureiro de primeira viagem. 

O início de tudo: nós três (6 semanas)



Nós não sabíamos nada, somente que eu não podia beber alcool e nem comer comida crua. De resto, eramos totalmente novatos, ou melhor eramos mais novatos do que somos agora. Assim que voltamos para Milão agendei os exames de sangue, ginecologia, etc.

Ao começar o pré-natal me senti mais tranquila e mais segura. Digamos que os três primeiros meses foram muito complicados, pois eu sentia uma fraqueza e um sono absurdos. Parecia um zumbi, sem forças para nada e ainda tendo que prosseguir com o curso. Tive pequenas complicações iniciais, mas consideradas normais para os médicos. No entanto, para pais de primeira viagem, tudo acaba assustando. 

Emocionalmente tudo era novo para nós: a alegria misturada com uma ansiedade, receios e diversas inseguranças do mundo moderno. 

Do quarto para o quinto mês comecei a sentir os movimentos bem de leve. 

As ecografias sempre são uma boa surpresa.

Ver a evolução do bebê é simplesmente demais!


19/11/14

O início da verdadeira aventura pela Europa

A grande novidade de nossas vidas merecia um post à parte e só não foi contada anteriormente porque até dia 09 de novembro não tive um momento de descanso: de dia trabalhava e de noite corria para terminar a tese.

Como esta notícia merecia atenção e não um post escrito na pressa, resolvi concluir o que estava me angustiando para poder me sentar e registrar a coisa mais importante que  aconteceu em nossas vidas: Nós estamos GRAVIDOS!

Nós descobrimos que tinha um feijãozinho de apenas seis semanas a caminho, algumas horas antes de viajarmos de moto em férias para a Puglia e Calabria. Isto porque eu tive um atraso na menstruação de 7 dias (algo que raramente acontecia, mas acontecia). No oitavo dia, sonhei que estava grávida e como eu sempre ia para o trabalho de bicicleta e muitas vezes acabava fazendo algum tipo de esforço físico, resolvi fazer o teste de gravidez. 

O teste dizia para esperar um minuto e tería o resultado, mas  foram necessários somente 30 segundos para descobrirmos ... 

...Estavamos GRAVIDOS pela primeira vez e na confusão de sentimentos, divididos entre medo, ansiedades e inseguranças, estavamos muito felizes. 

Me lembro como se fosse hoje que peguei dois sapatinhos da Melissa (um de menino e outro de menina) e perguntei para o Marcelo "qual deles levamos para a Calabria para suas tias?". Ele, com aquele olhar desconfiado, me disse "Como assim? O que minhas tias de 80 anos farão com um sapatinho?" Momentos depois, ele com os olhos repletos de lágrimas, disse "Você está grávida?!"


E ali começou a nossa verdadeira aventura pela europa!


18/11/14

Concretizando...

Passei muito tempo sem escrever, mas não foi por falta de vontade e muito menos por falta de novidades. A vida nesses últimos tempos foi corrida demais e por isso acabei ficando em débito com meus hobbies, minhas leituras e meus amigos. 

Tudo porque este ano comecei uma grande aventura profissional, trabalhando na Grendene e conhecendo o mundo Melissa. A empresa tinha acabado de abrir sua filial na Italia e tinha tudo para ser desenvolvido por aqui. Foi e está sendo um delicioso aprendizado, mas que obviamente toma grande parte do meu tempo. 

O segundo motivo de minha longa ausência foi o meu Master em Marketing e Comunicação, que comecei a fazer em agosto de 2013 e terminei em novembro deste ano. A dedicaçao foi total para a conclusão do curso, principalmente no período de desenvolvimento da tese final.

Tudo tinha que ser aprovado, parágrafo por parágrafo, os temas, os conteúdos. Praticamente não tive tempo de curtir as férias de verão, pois em uma semana corremos para a Puglia e Calabria e na outra eu estava enlouquecida estudando em cima dos livros, muitas vezes até as 2 da manhã. Como diz um amigo: "Não existe sucesso sem sacrifício". No final o resultado foi ótimo: apresentei minha tese na Suiça (minha universidade é Suiça). Foram 90 páginas resumidas em dez minutos para os jurados e o resultado foi 110/110 (nota máxima). Fiquei em extasy, pois esperava ser aprovada, mas não imaginava que me sairia tão bem assim. 

Tenho muito a agradecer à algumas pessoas, em especial ao meu marido que me acompanhou em toda essa trajetòria e que me deu suporte o tempo todo, mesmo em meus momentos de stress, à minha amiga Giada Zago que me auxiliou muito com a revisão da tese, corrigindo meu italiano curumim e perdendo suas horas de sono, à Fabiana Poli que não somente me autorizou a elaborar um trabalho sobre a Grendene Italy, como ajudou a entrar no mundo da Melissa.  

Desde que vim para a Europa pensava em fazer um curso de pós-graduação para compreender mais da realidade europeia, estar mais competitiva no mercado de trabalho e para que, caso a gente volte a morar no Brasil, eu tenha me aperfeiçoado e adquirido diferenciais. Deste modo, concluo mais uma etapa da minha vida profissional e pessoal, 




Entrega do Diploma




Na entrega do Diploma com Marcelo, Giada e Pulcino

Apresentando a Tese


Encerro esta fase bem satisfeita, para começar uma outra toda nova e toda especial que contarei no próximo post!



  

05/07/14

A Era da Escassez e do Excesso

Nos últimos tempos tenho observado o comportamento das pessoas, principalmente nas redes sociais. A cada dia que passa, percebo a falta de informação e a degradação cultural do ser humano. Sim, em todo o seu consumismo, o povo está esquecendo o real valor das coisas simples e cada vez mais valorizando aquele consumismo frenético, que não cria nada mais do que a SUPERFICIALIDADE nua e crua.

Futilidade e Desinformação são as palavras da VEZ. Existe uma necessidade surreal de "ter" que mostrar "bens" e mais "bens" adquiridos, mas será este o significado de viver? 

As redes sociais são uma ferramenta incrível para o mundo dos negócios, mas seu uso tem deixado a desejar no quesito relacionamentos. Passa-se mais tempo compartilhando informações que nada possuem de verídicas e perde-se a oportunidade de adquirir experiências e conhecimentos. As pessoas, além de estarem emburrecendo, também estão aumentando gradualmente seu grau de futilidade. Sao poucas as vezes que percebo uma troca de opiniões entre grupos que possuam um mínimo conhecimento de causa. O que existe atualmente é uma geração que cria polêmicas por tudo, que passa o dia publicando mensagens agressivas ou "indiretas". Essa é a banalização do ser humano...

Cada vez menos frequente é o compartilhamento de informações sobre livros, cursos, filmes e notícias. Quando surgiram as redes sociais eu até conseguia me informar sobre o que estava acontecendo no mundo. Falava-se sobre novidades, mostras de arte, dicas de restaurantes, livros... Twitter banalizou! Facebook orkutizou!  

Hoje tudo é polemica nas redes sociais, mas poucos assuntos realmente valem as discussões, ou seja, compartilhar 90% de informações inúteis e pessimistas virou modinha. Se antes a mídia manipulava o povo, hoje o povo, marionete das mídias, trabalha gratuitamente para manipular o próprio povo. Triste realidade!

Estamos na Era da Escassez ...

Escassez de conhecimento...
Escassez de inteligência...
Escassez de vontade ...
Escassez de informação
Escassez de cultura...

Estamos na Era do Excesso

Excesso de preguiça para criar um mundo melhor para se viver.

Dizia Nietzsche "è isso a vida, então ela de novo". Será preciso recuperar os valores perdidos no meio do caminho, para que possamos fazer com que a frase de Nietzsche tenha algum sentido. 

06/04/14

Chegando em Pula (Croácia): Ultima Parada

Após 8 dias "girando", decidimos concluir nossas férias com um momento de total relax.

Desta vez o destino foi Pula, cidade famosa por seu Coliseu, mas no final das contas passeamos muito pouco por aquela região. Reservamos uma diária em um apartamento para o primeiro dia e, no dia seguinte, ficamos em um hotel super charmoso, com uma hidromassagem imensa no quarto. 





Ao chegar fomos mais uma vez fomos surpreendidos pela hospitalidade dos croatas, que nos convidaram para saborear bebidas e doces típicos da região. Posso dizer que o povo croata está entre os mais simpáticos que conhecemos. No segundo hotel, o proprietário ficou bem contente em saber que eramos brasileiros e ficamos umas duas horas conversando com ele e a esposa sobre a Croácia e o Brasil. Aliás eles nos contaram que sonham há anos em conhecer nosso País.


Passamos um dia curtindo o relax do hotel e no outro fomos para o Parque Natural de Kamenjak, um lugar que transmitia uma energia única. Kamenjak é uma península repleta de rochas pitorescas e rodeada por mar de água cristalina. Dentro do parque existem 11 ilhas completamente desabitadas. Kamenjank possui uma natureza tão rica, que em 1996 foi nomeado área protegida. No parque crescem mais de 600 espécies de plantas medicinais e aromáticas, o que faz com o lugar emane um perfume incrível. 












Lá existem cerca de 30 espécies de orquídeas, 50 tipos de borboletas, além de repteis, anfíbios e inúmeros pássaros.

Um dos lugares que sugerimos conhecer é um bar Safari que fica dentro do parque. É uma gracinha de lugar. 












Curiosidades:

Em Kamenjak, as orquideas em geral são vistas na primavera, com exceção da  Spiranthes spiralis que floresce somente no outono. 



Ainda sobre as orquídeas, só ali existem duas espécies que não são encontradas em nenhuma parte do mundo, são elas: Serapias istriaca Perki e Serapias x pulae Perko.


16/03/14

De volta à Croácia: Museu da Guerra em Karlovak





Ao anoitecer voltamos para Slunj, onde dormiríamos para, no dia seguinte, levantarmos cedo e irmos para Pula. Na estrada fomos surpreendidos por um carro que havia passado por nós no sentido contrário. Ele retornou, voltou para a estrada em nossa direção e nos fez encostar a moto. 

"Meio que sem compreender" o que estava acontecendo, paramos. O homem se apresentou como um policial (à paisana), e disse que nos viu fazendo uma ultrapassagem irregular. De fato, o Marcelo ultrapassou um caminhão em local proibido, pois estávamos ha um tempão andando a 30 quilômetros por hora em uma estrada com velocidade permitida de 130 km por hora.  

Marcelo entregou os documentos. O policial olhou bem para ele e disse: MARCELOUUU do you know why I stopped you MARCELOUUU? You made a mistake MARCELOUUU! O policial disse que a multa seria de € 500,00, mas como nós eramos turistas ele poderia nos ajudar e nos cobrar menos. Dissemos que pagaríamos a multa na Itália. Resposta NEGATIVA! Ele disse que teríamos que pagar na hora e, que se fosse o caso, nos levaria ao banco para sacar o dinheiro.   

Achamos muito estranho um policial poder negociar multa. Se o valor é 500,00 não dá para pagar menos, right? Só que estávamos no meio do nada, com um cara que teoricamente era um policial, falando um inglês misturado com croata, que nos mostrou seu distintivo - embora estivesse à paisana -, ou seja, acabamos pagando sem termos certeza do que realmente estava acontecendo.  Pagamos € 120,00 e ele nos deu um recibo da multa, que diga-se de passagem, era a primeira do bloquinho de multas dele. Até hoje não sabemos se se tratava realmente de um policial sério ou se fomos corrompidos. 

Na manhã, resolvemos mudar de estrada e fizemos o caminho passando pela cidade de Karlovac. Na estrada também ficamos boquiabertos com a quantidade de casas bombardeadas e cheias de marcas de tiros. A maioria delas continuava intocadas, caídas e apodrecidas. Chegava a dar nó na garganta ao ver tanta destruição, após quase 20 anos. Enfim, nosso foco era a praia e seguimos em frente, tentando não pensar muito no que havia acontecido, mas foi bem naquela estrada que nos deparamos com um imenso Museu da Guerra a céu aberto. Surprise!





Descemos da moto, tiramos nossa máquina fotográfica e, mais uma vez, começamos a viajar entre as datas e histórias daquele País. O local tinha sido simbolo militar de extrema importância desde 1592 até os anos da última guerra, quando foi completamente destruído. Durante a Guerra, aquele prédio, desativado e destruído, tinha sido local de negociações militares, troca de prisioneiros e proteção a refugiados.  

No meio dessas construções militares estavam as armas, tanques de guerra, aviões de combate derrubados, entre outros. Tudo foi nitidamente abandonado ali, sem o menor cuidado. Entrei em um canhão de guerra enferrujado para tentar imaginar como um soldado enxergava o mundo do outro lado, mas não consegui sentir mais nada além de tristeza. Lá dentro ainda tinha os resquícios do passado: objetos e panos usados pelos soldados, vazamento de óleo etc.










 Os croatas estão desenvolvendo um projeto para construir um museu naquele local.  

Como disse George Santayana (1863-1952) "...aqueles que não conseguem lembrar o passado, estão condenados a repeti-lo..."


09/02/14

Bósnia & Herzegovina


Após a incrível experiência que tivemos no parque Plitvice, voltamos para Slunj onde terminamos a noite. Na manhã seguinte, levantamos bem cedo e fomos para Bihac, na Bósnia. Tínhamos combinado de fazer rafting por lá, pois a cidade é famosa por ter um parque natural muito atraente para os amantes deste esporte. Além disso, o parque oferece apartamentos para quem passa o dia fazendo rafting. Apesar de toda a programação, acabamos mudando de ideia na última hora. Como o dia estava muito frio fomos conhecer a cidade. 



Para começar, após termos que encarar a "cara de mal" dos policiais na fronteira entre Croácia e Bósnia, chegamos em Bihac e fomos parados dentro da cidade por um outro policial que falava com a gente na língua deles: "hibtizhacrybes zyrismttsbadptz xusrla". Imagine a gente: "sorry, do you speak english or italian, please?". Ele nos olhou com um ar desconfiado e disse "NO BOSNIANNN?" e nos liberou!

Não sei a razão, mas nós sempre somos parados pela policia nos países do leste. Vai entender!



Bem, em seguida estacionamos a moto e começamos a explorar o local. A sensação foi de choque total ao vermos os sinais da guerra, que durou de 1991 a 1995, espalhados por cada muro, monumento, igreja, hotéis, restaurantes, etc. Se a Croácia praticamente conseguiu recuperar sua economia, principalmente graças ao turismo, esta parte do território Bósnio está bem longe de fazer o mesmo. 


Na cidade existiam muitas casas bombardeadas, que sequer foram reconstruídas, vários moradores ainda vivem em suas casas com marcas de balas na janela. A pobreza por ali "pega pesado". O salário mínimo para quem tem emprego é de € 400,00 por mês. As crianças, lindíssimas, diga-se de passagem, saem nas ruas pedindo dinheiro ou brigando para cuidarem de carros em busca de um "trocado". Elas se encantam com pouco. Ficamos um tempão parados com uns meninos que adoraram a moto, aliás por onde passávamos os moradores nos olhavam e nos cumprimentavam com um sorriso muito simpático.

Por um lado Bihac tem uma atmosfera triste, que é reforçada por todo este cenário que o tempo ainda não foi capaz de amenizar, por outro tem uma aspecto natural belíssimo, com seu lago azul e seu parques. 


O fato é que os nossos olhos não se acostumaram com toda aquela realidade, com as marcas de metralhadora e menos ainda em ver igrejas, mesquitas e cemitérios por todos os lados, em todas as regiões, com homenagens aos mortos de guerra. Não estou exagerando! Em Bihac você encontra uma escola e ao lado, um cemitério. Se olhar para o outro lado nota várias casas e no meio um cemitério. Na estrada...mais cemitérios, cemitérios e cemitérios. 




Ao caminhar por aquelas ruas eu praticamente senti o que aconteceu ali. Faz 18 anos anos, mas ficou presente na vida de cada um, que perdeu suas casas, famílias e hoje em dia tenta esquecer, ou melhor, esquecer não, erguer a cabeça e seguir em frente, porque a vida continua. 
Por este post dá para notar o conflito de sentimentos que tivemos nesta viagem. Um dia antes, em Plitvice, pudemos sentir a mão de Deus por todo aquele lugar magico. Em Bihac, sentimos a mão do homem e isto dispensa qualquer comentário!
Os cachorros de rua possuem registros

Apesar de tudo, a viagem foi uma experiência nova, principalmente porque nunca estivemos em um território nestas condições. Após caminharmos bastante a pé, resolvemos pegar a moto e explorar cada espacinho de terra. Saímos do centro da cidade e fomos para o "interiorzão", ver como viviam os moradores mais afastados. Foi numa estradinha distante, no meio do nada, com a vista de um castelo, uma mesquita, um campo de futebol e muita vegetação, que vivenciamos o momento mais bonito em Bihac. Exatamente lá no alto, olhando em direção a um cemitério muçulmano nos deparamos com uma diversidade de borboletas coloridas, que pareciam fazer parte de uma obra de arte. Foi lindo! Pareciam fazer parte daquele lugar, que ao invés de triste, era alegre. Ficamos por lá por ao menos uma hora, observando, ouvindo o silêncio e "digerindo" toda aquela informação. 






 De lá voltamos para o centro, onde ficamos até escurecer. Almoçamos, aliás a comida típica deles era a carne, praticamente os mesmos tipos de carne da Croácia. Como já não suportávamos mais tanta carne, acabamos pedindo uma pizza para cada um, três copos de cerveja de 500 ml e uma banana Split. Ao contrário do que esperávamos, a pizza estava uma delícia e pagamos no total somente € 12,00 (taxa de serviço inclusa), ou seja, de graça. 

Ficamos por horas observando a população que ia e vinha, estudantes, trabalhadores, muçulmanos que acompanhavam cristãos, mulheres com cabelos azuis, cor de rosa, laranja, etc. 






Informações:

BIHAC é uma cidade da Bósnia e Herzegovina, localizada na parte ocidental na fronteira com a Croácia. De 1991 a 1995 foi palco de um dos maiores massacres dos últimos anos, provocados pelos Sérvios. 

O conflito, que foi ignorado por todos os países europeus, resultou em histórias horríveis de estupros e mortes de muitos bósnios muçulmanos e croatas. 

02/02/14

O Majestoso Parque Nacional Plitvice!

Após deixarmos nossas bagagens, enfrentamos a estrada para finalmente conhecer o famoso Parque Nacional dos Lagos de Plitvice, que com sua superfície de 294.82 quilômetros quadrados, é o maior parque nacional dos oito existentes na Croácia.





Patrimônio Mundial da Unesco desde 1979, Plitvice fica na estrada entre Zagabria e Zara. São 16 lagos alimentados pelos rios Bijela Rijeka e Crna Rijeka (Rio Branco e Rio Negro), fontes de água subterrâneas ligadas por cachoeiras que desaguam no rio Korana. 

O parque, que conta com 18 quilômetros de trilhas e cachoeiras com grandes quedas, tem a água mais límpida que eu já vi e, dependendo do trecho em que a pessoa se encontra, a cor pode variar entre azul, verde e até mesmo dourado. Uma das maiores características de Plitvice é a formação da rocha tufo (rocha carbônica porosa), que nasce a partir do depósito de carbonato de sódio da água e dá origem às barreiras. É deste processo de formação do tufo que nascem as magnificas cachoeiras. Com o passar do tempo, a água muda seu percurso, eliminando algumas cachoeiras e criando outras, o que faz com que a cada ano, existam novidades no parque. 






Plitvice conta com uma grande variedade de fauna e flora, inclusive poucos anos antes encontraram um urso marrom no parque. 

São cerca de 1267 espécies de plantas, das quais 75 endêmicas e 55 variedades de orquídeas. Além disso, existem cerca de 321 espécies de borboletas, 161 de pássaros e 21 de morcegos. 






É de uma beleza indescritível!  Somente imagens são capazes de mostrar a grandiosidade desse lugar.

Caminhamos por sete horas para apreciar um pouquinho disso tudo e chegamos à conclusão de que é sem duvida um dos cenários mais sensacionais que já vimos. 

Estar num lugar assim faz com que você se sinta muito pequenino diante de tudo. E' como se a vida gritasse dentro de você, com uma força que só poderia vir de um Ser muito maior. Ver Plitvice de perto encheu nossos olhos de grandiosidade e energia para enfrentar os meses que ainda estavam por vir em 2013. A melhor VIBE!





Informação:

O preço do bilhete diário por pessoa é de € 15,00. Alguns amantes da natureza preferem fazer visitas de dois dias, mas um dia bem aproveitado vale por dois.