30/11/14

Matteo by Rossella

Este é um poema escrito por Rossella Manzo, colega de trabalho do Marcelo. 


Grazie Mille Rossella. Bellissimo!








"Mi trattengo lentamente
dentro di te
perché tu possa donarmi 
il tuo amore
e io possa assaporarne
attimo per attimo
con il privilegio dell'unione
che in questo splendido momento
fonde in uno tre corpi
che insieme hanno 
reso vivo questo grande
sentimento
il mio battito ti accompagna
lentamente
e ogni tuo pensiero
mi culla dolcemente
tu sorridi dentro piccoli
miei movimenti
e io accucciato nei miei
dolci pensieri
assaporo in anticipo
le gioie che a breve
mi daranno nuova vita"



Rossella Manzo



29/11/14

O que será???

Já no segundo mês de gravidez sonhei com o bebê, no meu sonho era um lindo menininho. Até hoje consigo visualizar seu rostinho lindo, era lindo, lindo... 

Me lembro de uma ecografia que fiz no terceiro mês. O bebê abria e fechava a mão como se estivesse dando "tchauzinho". Ali foi o momento definitivo e emocionante que me fez sentir quem estava para chegar. Meu sentimento era que seria um menininho, embora por algum motivo, todos pensassem que nós teríamos uma menininha. 

Todos na Expectativa... O que será???


Na 19a semana fizemos a ecografia morfologica e o pequeno Matteo se apresentou timidamente. Fez graça, se girou sem parar, cruzou as perninhas, chupou o dedo e finalmente se apresentou. Foi o maior prazer que senti em minha vida. 





"Tivemos uma das mais deliciosas experiências de nossas vidas. E antes pensavamos que única coisa capaz de nos levar ao extasy completo era viajar pelo mundo, mas você nos surpreendeu Matteo!

Você não somente nos levou ao extasy, mas desde tão pequeno, mesmo in box, conseguiu nos levar para as estrelas. Sonhei com você no segundo mês e desde as primeiras ecografias já sabia que você seria o nosso piccolo Matteo.

Ainda não estou ansiosa para te ver, não por falta de vontade, mas porque quero aproveitar cada momento com você em privacidade, cada movimento, cada sensação, cada palavra de afeto de seus avôs, tios, primos e nossos amigos.



E assim, você tão pequeno, me se ensina aos poucos o que é ser mãe e faz com que me apaixone por você sempre mais e mais.

O amor já é tão grande que chega a não caber no peito.
Bem vindo Matteo.



23/11/14

Nós três On Road

Nós três na estrada

A inexperiência e a inocência nos permitiram fazer uma viagem de 2.800 quilometros em moto, sem contar que uma semana antes já havíamos passado um final de semana acampando em Cinque Terre. Hoje, conhecendo a delicadeza de uma grávidez, eu diria que fomos totalmente inconsequentes, mas naquela época não tínhamos a menor idéia do risco. O bebê desde o início já é um aventureiro de primeira viagem. 

O início de tudo: nós três (6 semanas)



Nós não sabíamos nada, somente que eu não podia beber alcool e nem comer comida crua. De resto, eramos totalmente novatos, ou melhor eramos mais novatos do que somos agora. Assim que voltamos para Milão agendei os exames de sangue, ginecologia, etc.

Ao começar o pré-natal me senti mais tranquila e mais segura. Digamos que os três primeiros meses foram muito complicados, pois eu sentia uma fraqueza e um sono absurdos. Parecia um zumbi, sem forças para nada e ainda tendo que prosseguir com o curso. Tive pequenas complicações iniciais, mas consideradas normais para os médicos. No entanto, para pais de primeira viagem, tudo acaba assustando. 

Emocionalmente tudo era novo para nós: a alegria misturada com uma ansiedade, receios e diversas inseguranças do mundo moderno. 

Do quarto para o quinto mês comecei a sentir os movimentos bem de leve. 

As ecografias sempre são uma boa surpresa.

Ver a evolução do bebê é simplesmente demais!


19/11/14

O início da verdadeira aventura pela Europa

A grande novidade de nossas vidas merecia um post à parte e só não foi contada anteriormente porque até dia 09 de novembro não tive um momento de descanso: de dia trabalhava e de noite corria para terminar a tese.

Como esta notícia merecia atenção e não um post escrito na pressa, resolvi concluir o que estava me angustiando para poder me sentar e registrar a coisa mais importante que  aconteceu em nossas vidas: Nós estamos GRAVIDOS!

Nós descobrimos que tinha um feijãozinho de apenas seis semanas a caminho, algumas horas antes de viajarmos de moto em férias para a Puglia e Calabria. Isto porque eu tive um atraso na menstruação de 7 dias (algo que raramente acontecia, mas acontecia). No oitavo dia, sonhei que estava grávida e como eu sempre ia para o trabalho de bicicleta e muitas vezes acabava fazendo algum tipo de esforço físico, resolvi fazer o teste de gravidez. 

O teste dizia para esperar um minuto e tería o resultado, mas  foram necessários somente 30 segundos para descobrirmos ... 

...Estavamos GRAVIDOS pela primeira vez e na confusão de sentimentos, divididos entre medo, ansiedades e inseguranças, estavamos muito felizes. 

Me lembro como se fosse hoje que peguei dois sapatinhos da Melissa (um de menino e outro de menina) e perguntei para o Marcelo "qual deles levamos para a Calabria para suas tias?". Ele, com aquele olhar desconfiado, me disse "Como assim? O que minhas tias de 80 anos farão com um sapatinho?" Momentos depois, ele com os olhos repletos de lágrimas, disse "Você está grávida?!"


E ali começou a nossa verdadeira aventura pela europa!


18/11/14

Concretizando...

Passei muito tempo sem escrever, mas não foi por falta de vontade e muito menos por falta de novidades. A vida nesses últimos tempos foi corrida demais e por isso acabei ficando em débito com meus hobbies, minhas leituras e meus amigos. 

Tudo porque este ano comecei uma grande aventura profissional, trabalhando na Grendene e conhecendo o mundo Melissa. A empresa tinha acabado de abrir sua filial na Italia e tinha tudo para ser desenvolvido por aqui. Foi e está sendo um delicioso aprendizado, mas que obviamente toma grande parte do meu tempo. 

O segundo motivo de minha longa ausência foi o meu Master em Marketing e Comunicação, que comecei a fazer em agosto de 2013 e terminei em novembro deste ano. A dedicaçao foi total para a conclusão do curso, principalmente no período de desenvolvimento da tese final.

Tudo tinha que ser aprovado, parágrafo por parágrafo, os temas, os conteúdos. Praticamente não tive tempo de curtir as férias de verão, pois em uma semana corremos para a Puglia e Calabria e na outra eu estava enlouquecida estudando em cima dos livros, muitas vezes até as 2 da manhã. Como diz um amigo: "Não existe sucesso sem sacrifício". No final o resultado foi ótimo: apresentei minha tese na Suiça (minha universidade é Suiça). Foram 90 páginas resumidas em dez minutos para os jurados e o resultado foi 110/110 (nota máxima). Fiquei em extasy, pois esperava ser aprovada, mas não imaginava que me sairia tão bem assim. 

Tenho muito a agradecer à algumas pessoas, em especial ao meu marido que me acompanhou em toda essa trajetòria e que me deu suporte o tempo todo, mesmo em meus momentos de stress, à minha amiga Giada Zago que me auxiliou muito com a revisão da tese, corrigindo meu italiano curumim e perdendo suas horas de sono, à Fabiana Poli que não somente me autorizou a elaborar um trabalho sobre a Grendene Italy, como ajudou a entrar no mundo da Melissa.  

Desde que vim para a Europa pensava em fazer um curso de pós-graduação para compreender mais da realidade europeia, estar mais competitiva no mercado de trabalho e para que, caso a gente volte a morar no Brasil, eu tenha me aperfeiçoado e adquirido diferenciais. Deste modo, concluo mais uma etapa da minha vida profissional e pessoal, 




Entrega do Diploma




Na entrega do Diploma com Marcelo, Giada e Pulcino

Apresentando a Tese


Encerro esta fase bem satisfeita, para começar uma outra toda nova e toda especial que contarei no próximo post!



  

05/07/14

A Era da Escassez e do Excesso

Nos últimos tempos tenho observado o comportamento das pessoas, principalmente nas redes sociais. A cada dia que passa, percebo a falta de informação e a degradação cultural do ser humano. Sim, em todo o seu consumismo, o povo está esquecendo o real valor das coisas simples e cada vez mais valorizando aquele consumismo frenético, que não cria nada mais do que a SUPERFICIALIDADE nua e crua.

Futilidade e Desinformação são as palavras da VEZ. Existe uma necessidade surreal de "ter" que mostrar "bens" e mais "bens" adquiridos, mas será este o significado de viver? 

As redes sociais são uma ferramenta incrível para o mundo dos negócios, mas seu uso tem deixado a desejar no quesito relacionamentos. Passa-se mais tempo compartilhando informações que nada possuem de verídicas e perde-se a oportunidade de adquirir experiências e conhecimentos. As pessoas, além de estarem emburrecendo, também estão aumentando gradualmente seu grau de futilidade. Sao poucas as vezes que percebo uma troca de opiniões entre grupos que possuam um mínimo conhecimento de causa. O que existe atualmente é uma geração que cria polêmicas por tudo, que passa o dia publicando mensagens agressivas ou "indiretas". Essa é a banalização do ser humano...

Cada vez menos frequente é o compartilhamento de informações sobre livros, cursos, filmes e notícias. Quando surgiram as redes sociais eu até conseguia me informar sobre o que estava acontecendo no mundo. Falava-se sobre novidades, mostras de arte, dicas de restaurantes, livros... Twitter banalizou! Facebook orkutizou!  

Hoje tudo é polemica nas redes sociais, mas poucos assuntos realmente valem as discussões, ou seja, compartilhar 90% de informações inúteis e pessimistas virou modinha. Se antes a mídia manipulava o povo, hoje o povo, marionete das mídias, trabalha gratuitamente para manipular o próprio povo. Triste realidade!

Estamos na Era da Escassez ...

Escassez de conhecimento...
Escassez de inteligência...
Escassez de vontade ...
Escassez de informação
Escassez de cultura...

Estamos na Era do Excesso

Excesso de preguiça para criar um mundo melhor para se viver.

Dizia Nietzsche "è isso a vida, então ela de novo". Será preciso recuperar os valores perdidos no meio do caminho, para que possamos fazer com que a frase de Nietzsche tenha algum sentido. 

06/04/14

Chegando em Pula (Croácia): Ultima Parada

Após 8 dias "girando", decidimos concluir nossas férias com um momento de total relax.

Desta vez o destino foi Pula, cidade famosa por seu Coliseu, mas no final das contas passeamos muito pouco por aquela região. Reservamos uma diária em um apartamento para o primeiro dia e, no dia seguinte, ficamos em um hotel super charmoso, com uma hidromassagem imensa no quarto. 





Ao chegar fomos mais uma vez fomos surpreendidos pela hospitalidade dos croatas, que nos convidaram para saborear bebidas e doces típicos da região. Posso dizer que o povo croata está entre os mais simpáticos que conhecemos. No segundo hotel, o proprietário ficou bem contente em saber que eramos brasileiros e ficamos umas duas horas conversando com ele e a esposa sobre a Croácia e o Brasil. Aliás eles nos contaram que sonham há anos em conhecer nosso País.


Passamos um dia curtindo o relax do hotel e no outro fomos para o Parque Natural de Kamenjak, um lugar que transmitia uma energia única. Kamenjak é uma península repleta de rochas pitorescas e rodeada por mar de água cristalina. Dentro do parque existem 11 ilhas completamente desabitadas. Kamenjank possui uma natureza tão rica, que em 1996 foi nomeado área protegida. No parque crescem mais de 600 espécies de plantas medicinais e aromáticas, o que faz com o lugar emane um perfume incrível. 












Lá existem cerca de 30 espécies de orquídeas, 50 tipos de borboletas, além de repteis, anfíbios e inúmeros pássaros.

Um dos lugares que sugerimos conhecer é um bar Safari que fica dentro do parque. É uma gracinha de lugar. 












Curiosidades:

Em Kamenjak, as orquideas em geral são vistas na primavera, com exceção da  Spiranthes spiralis que floresce somente no outono. 



Ainda sobre as orquídeas, só ali existem duas espécies que não são encontradas em nenhuma parte do mundo, são elas: Serapias istriaca Perki e Serapias x pulae Perko.


16/03/14

De volta à Croácia: Museu da Guerra em Karlovak





Ao anoitecer voltamos para Slunj, onde dormiríamos para, no dia seguinte, levantarmos cedo e irmos para Pula. Na estrada fomos surpreendidos por um carro que havia passado por nós no sentido contrário. Ele retornou, voltou para a estrada em nossa direção e nos fez encostar a moto. 

"Meio que sem compreender" o que estava acontecendo, paramos. O homem se apresentou como um policial (à paisana), e disse que nos viu fazendo uma ultrapassagem irregular. De fato, o Marcelo ultrapassou um caminhão em local proibido, pois estávamos ha um tempão andando a 30 quilômetros por hora em uma estrada com velocidade permitida de 130 km por hora.  

Marcelo entregou os documentos. O policial olhou bem para ele e disse: MARCELOUUU do you know why I stopped you MARCELOUUU? You made a mistake MARCELOUUU! O policial disse que a multa seria de € 500,00, mas como nós eramos turistas ele poderia nos ajudar e nos cobrar menos. Dissemos que pagaríamos a multa na Itália. Resposta NEGATIVA! Ele disse que teríamos que pagar na hora e, que se fosse o caso, nos levaria ao banco para sacar o dinheiro.   

Achamos muito estranho um policial poder negociar multa. Se o valor é 500,00 não dá para pagar menos, right? Só que estávamos no meio do nada, com um cara que teoricamente era um policial, falando um inglês misturado com croata, que nos mostrou seu distintivo - embora estivesse à paisana -, ou seja, acabamos pagando sem termos certeza do que realmente estava acontecendo.  Pagamos € 120,00 e ele nos deu um recibo da multa, que diga-se de passagem, era a primeira do bloquinho de multas dele. Até hoje não sabemos se se tratava realmente de um policial sério ou se fomos corrompidos. 

Na manhã, resolvemos mudar de estrada e fizemos o caminho passando pela cidade de Karlovac. Na estrada também ficamos boquiabertos com a quantidade de casas bombardeadas e cheias de marcas de tiros. A maioria delas continuava intocadas, caídas e apodrecidas. Chegava a dar nó na garganta ao ver tanta destruição, após quase 20 anos. Enfim, nosso foco era a praia e seguimos em frente, tentando não pensar muito no que havia acontecido, mas foi bem naquela estrada que nos deparamos com um imenso Museu da Guerra a céu aberto. Surprise!





Descemos da moto, tiramos nossa máquina fotográfica e, mais uma vez, começamos a viajar entre as datas e histórias daquele País. O local tinha sido simbolo militar de extrema importância desde 1592 até os anos da última guerra, quando foi completamente destruído. Durante a Guerra, aquele prédio, desativado e destruído, tinha sido local de negociações militares, troca de prisioneiros e proteção a refugiados.  

No meio dessas construções militares estavam as armas, tanques de guerra, aviões de combate derrubados, entre outros. Tudo foi nitidamente abandonado ali, sem o menor cuidado. Entrei em um canhão de guerra enferrujado para tentar imaginar como um soldado enxergava o mundo do outro lado, mas não consegui sentir mais nada além de tristeza. Lá dentro ainda tinha os resquícios do passado: objetos e panos usados pelos soldados, vazamento de óleo etc.










 Os croatas estão desenvolvendo um projeto para construir um museu naquele local.  

Como disse George Santayana (1863-1952) "...aqueles que não conseguem lembrar o passado, estão condenados a repeti-lo..."